No início de 2026, o consumo das famílias registrou um aumento de 3,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme apontado pelo Monitor do PIB, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE). Esse crescimento foi um dos fatores principais que contribuíram para o aumento do PIB brasileiro, que teve uma expansão de 0,7% no mês de maio.
Este resultado positivo surge após uma leve retração de 0,1% observada em abril. Nos meses anteriores, janeiro e fevereiro, a economia já mostrava sinais de recuperação com crescimentos de 0,7% e 0,5%, respectivamente.
Comparando com o ano de 2025, o crescimento trimestral evidenciado foi 1,9% superior, resultando em um aumento acumulado de 1,7% nos últimos doze meses.
O Monitor do PIB-FGV é fundamentado nas Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e antecipa dados sobre as Contas Nacionais Trimestrais.
Estima-se que mais de 60% da expansão da economia brasileira durante este período esteja relacionada ao aumento no consumo de bens e serviços duráveis, indicando uma forte demanda do consumidor.
Segundo Juliana Trece, responsável pela coordenação da pesquisa, essa dependência do consumo pode ser vulnerável em relação aos setores industrial e de investimentos, os quais apresentam um desempenho menos robusto.
No primeiro trimestre de 2026, o PIB oficial medido pelo IBGE cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior; esse crescimento foi impulsionado principalmente pela agropecuária (2%) e pela indústria (1%), enquanto o setor de serviços se expandiu apenas 0,5%.
Um aspecto encorajador destacado na pesquisa é a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que representa os investimentos em máquinas, equipamentos e construção. Nesse trimestre, houve um avanço de 2%, marcando a segunda alta consecutiva nesta área.
A taxa de investimento—que reflete a proporção da Formação Bruta de Capital Fixo em relação ao PIB—atingiu 18,6% em maio, configurando-se como o segundo maior índice do ano.
A recuperação dos níveis investidos tende a aumentar a capacidade produtiva do Brasil e a estimular a produção em longo prazo.
As exportações também mostraram crescimento no trimestre encerrado em maio com uma alta de 4,3%, embora o setor extrativo mineral tenha apresentado desempenho mais fraco; por outro lado, as importações subiram 8,9%.
Em termos monetários correntes, o Monitor do PIB estima que a economia brasileira tenha alcançado R$ 5,466 trilhões até maio.
