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  Notícias  Mudanças nas Regras do Futebol: Japão Colhe os Primeiros Frutos
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Mudanças nas Regras do Futebol: Japão Colhe os Primeiros Frutos

Belo Horizonte AtualBelo Horizonte Atual—junho 2, 20260
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A Copa do Mundo se tornará o cenário para a implementação de novas normas no futebol. Essas regras estão sendo testadas em partidas amistosas e uma delas foi crucial para a recente vitória do Japão sobre a Islândia, com um placar de 1 a 0.

Durante o jogo, o atleta Hlynsson, da Islândia, cometeu uma infração e levou mais de dez segundos para deixar o campo, caracterizando a famosa “cera”. Como consequência dessa atitude, seu substituto teve que aguardar um minuto para entrar no lugar dele. Isso resultou em a Islândia ficar temporariamente com um jogador a menos. O Japão aproveitou essa oportunidade e Ogawa marcou o gol que garantiu a vitória.

A questão que fica é: se ambas as equipes estivessem completas, o resultado poderia ter sido diferente? É uma possibilidade, mas a Islândia certamente refletirá melhor sobre essa prática no futuro. Outros times também deverão considerar essa nova abordagem. A FIFA espera que essas mudanças incentivem mais tempo efetivo de jogo. Uma orientação semelhante já foi aplicada na última Copa do Mundo, onde os acréscimos foram mais condizentes com o que ocorreu durante a partida, ao contrário dos tradicionais um minuto no primeiro tempo e três no segundo.

As novas normas incluem:

Regra três – Não será permitido que jogadores falem com os árbitros para contestar suas decisões. Anteriormente, havia a alternativa de permitir apenas que o capitão se dirigisse ao árbitro de forma respeitosa ou proibir qualquer diálogo. Agora, recomenda-se que somente o capitão tenha essa permissão, enquanto demais jogadores que tentarem falar com o árbitro estarão sujeitos à punição com cartão amarelo.

Regra cinco – Os árbitros deverão fazer uma contagem regressiva publicamente entre cinco e oito segundos para os goleiros reporem a bola em jogo. Assim, não será necessário contar desde o início da reposição.

Regra oito – No caso de bola ao chão, o reinício não será exclusivamente para a equipe que estava em posse da bola antes da interrupção, mas sim para aquele time que dominaria a jogada. Para a comissão de arbitragem, é mais justo conceder a bola ao chão à equipe que teria mantido a posse se ficar claro para o árbitro.

Regra nove – Em situações onde um treinador ou jogador fora de campo toca na bola enquanto ela se dirige para fora com a intenção de acelerar o reinício do jogo, será marcado tiro livre indireto. Contudo, não haverá sanção disciplinar nesse caso, exceto se houver insistência em abandonar a área técnica. Isso significa que se alguém invadir o campo para devolver uma bola prestes a sair e assim acelerar o jogo, não receberá mais cartão amarelo por isso; sua intenção é agilizar o andamento da partida.

Regra 11 – Aborda as distinções na reposição da bola pelo goleiro, seja com as mãos ou pés em relação ao VAR. Se for feito com os pés, considera-se como momento relevante para avaliação de impedimento o início do toque, ou seja, quando ocorre o primeiro contato com a bola. Por outro lado, quando realizado com as mãos, importa o último contato durante o lançamento – exatamente quando a bola deixa as mãos e não no início do arremesso.

Nota – Este conteúdo foi elaborado com valiosa colaboração do amigo Rafael Porcari.

 

 

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