No dia anterior à semifinal entre França e Espanha, o jornalista João Carlos Albuquerque, conhecido como João Canalha, fez severas críticas à organização da Copa do Mundo de 2026. Durante a transmissão do programa Fórum na Copa, ele levantou questionamentos sobre as decisões tomadas pela Fifa, desaprovou o modelo de negócios da entidade e reiterou seu descontentamento com o estilo de jogo dominante no futebol europeu, afirmando que a influência financeira tem comprometido a competitividade do esporte.
A crítica mais contundente foi em relação ao calendário das semifinais. Canalha considerou que a Fifa gerou uma situação desigual ao agendar as semifinais em datas distintas e manter a disputa pelo terceiro lugar para um sábado.
Ele ressaltou que a equipe derrotada na segunda semifinal terá apenas dois dias para se recuperar antes do próximo jogo, enquanto o time que perder na primeira semifinal terá um dia adicional para descanso.
“Eu considero isso um absurdo.”
Na perspectiva do comentarista, a solução seria realizar ambas as semifinais no mesmo dia ou adiar a partida pelo terceiro lugar para domingo, assegurando condições igualitárias às seleções envolvidas.
“Eu considero um horror essa decisão da FIFA.”
Ele argumentou que essa separação nas partidas atende mais aos interesses das transmissões e patrocinadores do que ao espírito esportivo da competição.
“A FIFA não pode deixar de lucrar.”
Além disso, Canalha também fez piadas sobre os planos da Fifa de aumentar novamente o número de seleções participantes na próxima edição da Copa do Mundo.
Outro foco das críticas foi Gianni Infantino, presidente da Fifa. O jornalista previu que após o término do torneio, ainda haverá muitos questionamentos sobre a edição de 2026 e acredita que Infantino enfrentará uma pressão crescente quando as discussões se afastarem dos jogos em si.
“Quando a Copa terminar, vocês vão ver o que vai ser massacrado esse Gianni Infantino.”
Canalha expressou sua insatisfação também com o estilo predominante das seleções europeias. Apesar de reconhecer a habilidade técnica de França e Espanha, ele afirmou que o excesso de posse de bola tornou os jogos menos interessantes.
“Eu acho muito chato.”
Para ele, esse modelo favorece trocas incessantes de passes antes de qualquer ação ofensiva efetiva.
“O goleiro toca para o lateral, volta para o goleiro, toca para o outro lateral. Vai, não vai, vai, não vai… De repente, pimba.”
Ainda assim, ele acredita que esta partida reúne as duas melhores seleções no cenário atual e poderia perfeitamente ser considerada uma final da Copa do Mundo.
No decorrer da transmissão, João Canalha também criticou a concentração dos principais talentos mundiais em poucos clubes europeus. Para ele, o conceito de “fair play financeiro” falhou em diminuir as disparidades econômicas entre as equipes.
“O fair play financeiro é mais uma piada de mau gosto.”
Ele mencionou o forte interesse dos clubes europeus em Julián Álvarez e afirmou que a força financeira continua sendo um fator determinante no mercado internacional.
“Os melhores jogadores do mundo estão todos lá.”
A cobertura do Fórum na Copa é apoiada pela Latache Capital, uma gestora brasileira especializada em investimentos e soluções financeiras voltadas para empresas. Com uma equipe capacitada e visão orientada para o longo prazo, a Latache busca identificar oportunidades significativas e agregar valor mesmo em cenários desafiadores. Latache Capital: Estratégia, experiência e visão de futuro.
Assista ao programa na íntegra:
