A Nexa atingiu um feito significativo em sua unidade de polimetálicos localizada em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais. Desde o ano de 2012, a companhia já recicla mais de 1 milhão de toneladas de Pó de Aciaria Elétrica (PAE), um resíduo proveniente da indústria siderúrgica, o que resulta na recuperação de 198,3 mil toneladas de zinco.
A presença da Nexa em Juiz de Fora se estende por 46 anos, fazendo da planta a maior recicladora de zinco da América do Sul. Além disso, ela se destaca na América Latina, sendo a única produtora de zinco metálico e a única capaz de reprocessar resíduos oriundos da siderurgia elétrica.
A recuperação do metal é realizada através do uso do forno rotativo Waelz, uma tecnologia alemã que foi implementada no Brasil pioneiramente. Esse método transforma os resíduos industriais em matéria-prima para a produção de zinco secundário, contribuindo para a diminuição do descarte desses materiais em aterros industriais.
Segundo o gerente industrial, Rafael Falco, essa inovação resolveu um desafio histórico enfrentado pela indústria siderúrgica ao oferecer uma nova destinação para os resíduos e fortalecer o conceito de economia circular.
Diversos números evidenciam o impacto positivo da operação. A quantidade de zinco secundário gerada seria suficiente para fabricar cerca de 9,9 milhões de automóveis ou produzir mais de 2,4 milhões de quilômetros de arame galvanizado, o que equivale a aproximadamente 61 voltas ao redor do planeta.
Tecnologia reaproveita diferentes resíduos
No processo anterior à introdução no forno Waelz, o material conhecido como Pó de Aciaria Elétrica passa pela etapa de pelotização. Este equipamento possui 70 metros de comprimento e quatro metros de diâmetro e também processasucatas metálicas, além dos resíduos contendo zinco, advindos da desmanutenção de veículos, equipamentos, demolições e itens domésticos.
No processamento em altas temperaturas, o zinco é separado e transformado em óxido Waelz, que será utilizado na fabricação posterior dos lingotes de zinco. Os resíduos que são ricos em ferro, por sua vez, são reintegrados à cadeia siderúrgica, ajudando a minimizar a necessidade da extração dos recursos minerais strong>.
Pilhas também entram no ciclo da reciclagem strong>
A planta também se dedica à reciclagem das pilhas descartadas pelos consumidores. Esse material chega até a empresa graças a uma colaboração com aGreen Eletron strong>, uma entidade gestora associada àAssociação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica strong>(Abinee strong>). p>
Cerca de 1 bilhão de pilhas são consumidas anualmente no Brasil, totalizando aproximadamente 20 mil toneladas, conforme informações divulgadas pelaAbinee strong>. Atualmente, a Nexa recicla cerca de 150 toneladas por ano, quase 1% desse total. No entanto, a capacidade operacional da empresa é suficiente para processar toda a geração nacional.
A companhia está avaliando formas para aumentar a colaboração com cooperativas que atuam na coleta seletiva, ampliando assim oimpacto social strong>dessa iniciativa e contribuindo para criar oportunidades indiretas de emprego.
Operação reduz impactos ambientais strong>
A operação não apenas recupera metais valiosos, mas também diminui a necessidade pelamineração primária strong>, resultando em um impacto ambiental menor relacionado à disposição dos resíduos industriais. strong>
A fim de garantir um processo eficiente, a unidade realiza monitoramento contínuo sobre indicadores como temperatura, vazão dos gases emitidos, consumo energético e recuperação dozinco strong>. Além disso, são realizadas inspeções preventivas e monitoramentos periódicos das emissões atmosféricas com auditorias pelos órgãos ambientais competentes.
Guilherme Armond strong>, gerente-geral da empresa, ressalta que esse projeto ilustra como é possível integrar inovação e sustentabilidade dentro da indústria.
“A reciclagem strong>dentro da unidade em Juiz de Fora vai além do simples cumprimento das normas: representa nosso compromisso com inovação para gerar valor compartilhado. Cada tonelada destinada ao processamento significa menos impacto ambiental e maior competitividade para nossa indústria”, afirma.
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A matéria sobre a liderança da Nexa na reciclagem do zinco na América do Sul foi publicada originalmente na Revista Mineração.
