O barco a vapor Benjamin Guimarães, reconhecido como o último de seu tipo ainda em funcionamento globalmente, está prestes a reiniciar suas operações no Rio São Francisco após uma longa pausa de mais de dez anos.
Recentemente, a Marinha do Brasil concedeu permissão para que a embarcação volte a navegar, após um processo de restauração que contou com financiamento federal. O certificado de segurança foi emitido no final de março, possibilitando o retorno das atividades.
Pendências para a navegação
Embora a autorização tenha sido emitida, o retorno efetivo da embarcação depende de condições externas. É essencial que o nível do Rio São Francisco atinja padrões adequados para navegação, o que requer a liberação de água pela Usina de Três Marias.
Além disso, será necessário implementar sinalização ao longo do percurso, tarefa que ficará sob a responsabilidade do DNIT.
Investimentos e reformas realizadas
Desde 2014 o barco estava inativo e passou por reformas que começaram em 2024 e foram concluídas no ano passado. O valor total do investimento foi de aproximadamente R$ 5,3 milhões, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento.
Durante o período de restauração, ajustes nas operações da usina hidrelétrica foram realizados para garantir a preservação da embarcação, impactando até mesmo a geração de energia.
Um tesouro histórico
Construído nos Estados Unidos em 1913, o vapor chegou ao Brasil no início do século XX e começou suas atividades no Rio São Francisco em 1920.
Originalmente destinado ao transporte de cargas e passageiros, sua atuação se voltou para o turismo na década de 1980.
O Benjamin Guimarães é tombado como patrimônio histórico de Minas Gerais desde 1985 e se tornou um ícone da navegação no “Velho Chico”.
Sem uma previsão clara para seu retorno, as expectativas agora giram em torno das condições do rio e da finalização das etapas necessárias para assegurar a segurança da navegação.
