Dois fenômenos foram primordiais para difundir o “american way of life” como o estilo de vida mais desejado no mundo. O primeiro foi o automóvel, que se tornou a mercadoria mais importante produzida pelos Estados Unidos. Possuir um carro próprio significava liberdade de locomoção, distanciando a classe média das condições de vida menos privilegiadas. A imagem de uma pessoa com um carro conversível, fumando cigarro ao lado de uma mulher bonita, tornou-se um símbolo de status e foi amplamente promovida pelo marketing.
Mesmo com concorrentes fabricando veículos melhores, o carro permanece como o bem de consumo mais almejado. O outro fenômeno crucial para a disseminação do estilo de vida norte-americano é Hollywood, que universalizou muitos dos seus valores através do cinema. Filmes de cowboy e de guerra projetavam ideais e estereótipos que contribuíram para a propagação dos valores americanos pelo mundo.
Hollywood não abordava o nazismo, visto que a representação dos alemães como brancos e imperialistas não condizia com a narrativa cinematográfica. A visão de felicidade e realização perpetuada pela indústria cinematográfica norte-americana continua sendo uma das propostas dominantes no mundo contemporâneo.
Os shopping centers na China reproduzem o mesmo estilo de vida das sociedades ocidentais, com marcas similares e padrões de consumo equivalentes. Da mesma forma, os carros continuam a ser um ícone de status e renovação anual, projetando a influência do “modo de vida norte-americano” por todo o globo.
