A manhã desta segunda-feira (16) foi marcada pelo pânico e pela violência na Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, na Mata Sul de Pernambuco. Um aluno da instituição invadiu a sala de aula, momentos antes do início das atividades, e esfaqueou três colegas de classe.
De acordo com informações apuradas, o ataque aconteceu de forma repentina. Vídeos que já circulam nas redes sociais mostram o momento em que a Polícia Militar conduz uma pessoa encapuzada para a viatura. O adolescente suspeito de desferir os golpes foi detido e encaminhado para a Delegacia de Barreiros.
Estado das vítimas
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o atendimento a duas das vítimas: uma jovem de 14 anos e outra adolescente que não teve a idade revelada. Ambas foram levadas ao Hospital Jailton Messias De Souza Albuquerque. Uma terceira vítima também teria sido atingida, mas o destino do seu encaminhamento médico ainda não foi confirmado oficialmente.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, pronunciou-se através de suas redes sociais para tranquilizar a população, afirmando que a situação na unidade de ensino já está sob controle.
“Estou acompanhando as ações da polícia no triste episódio envolvendo 4 adolescentes, sendo 3 delas vítimas de violência. Neste momento, a situação está sob controle e as vítimas estão fora de perigo. Em Pernambuco, escola é lugar de paz”, declarou a governadora.
Investigação e discurso de ódio
Embora a Polícia Civil e a Polícia Militar ainda não tenham divulgado o depoimento oficial do agressor ou a motivação formal do crime, o clima entre os estudantes é de revolta e suspeitas. Relatos de jovens da unidade e pessoas próximas ao convívio escolar sugerem que o ataque não teria sido aleatório.
Ventila-se a hipótese de que o crime possa estar conectado à propagação de discursos de ódio contra mulheres em comunidades digitais e redes sociais. A polícia deve investigar se o jovem interagia com grupos extremistas que incentivam a violência de gênero, um fenômeno que tem acendido o alerta em autoridades de segurança escolar em todo o país.
Até o fechamento desta matéria, a unidade de ensino e a Secretaria de Educação ainda não haviam detalhado quais medidas de apoio psicológico serão oferecidas aos alunos e familiares impactados pela tragédia.
