Embora a Copa do Mundo ainda não tenha iniciado, já circulam especulações entre os árbitros sobre quem poderá apitar o jogo final. O nome que se destaca nesse contexto é o de Alireza Faghani, que possui várias qualidades que fortalecem sua candidatura.
A principal razão para sua indicação é sua competência como árbitro. Ele já teve a responsabilidade de apitar a final do Mundial de Clubes no ano passado, que ocorreu entre Chelsea e PSG. Além disso, Faghani traz consigo vasta experiência, sendo o único dos árbitros convocados para a Copa que participou de três edições anteriores do torneio.
O iraniano fez sua estreia no Brasil durante a Copa de 2014. Mesmo tendo chegado com uma lesão, conseguiu se recuperar e foi um dos árbitros que mais atuou, somando cinco partidas na fase de grupos, incluindo o jogo inaugural em que o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1. Ele também esteve presente nas quartas e oitavas de final.
Para os supersticiosos, há um motivo adicional para torcer por sua presença em novos jogos da seleção brasileira: Faghani foi o árbitro em duas partidas do Brasil contra a Sérvia, em 2018 e 2022, ambas terminando em vitórias brasileiras por 2 a 0. Além disso, ele também apitou a final das Olimpíadas no Rio de Janeiro, onde o Brasil conquistou seu primeiro título olímpico ao vencer a Alemanha.
Com 48 anos, Faghani está próximo do limite de idade – 50 anos – para manter o escudo da FIFA. Assim, essa Copa poderia servir como uma espécie de despedida honrosa para ele.
No entanto, existe um aspecto ainda mais significativo em sua possível escolha como árbitro da final, embora não esteja diretamente ligado ao futebol.
Natural do Irã e atualmente representando a Austrália após emigrar, Faghani pode ser visto pela FIFA como um símbolo de paz em tempos conturbados. A presença dele na final poderia ser interpretada como um gesto positivo diante das tensões políticas existentes. Enquanto o Irã pode não aceitar essa escolha, é provável que essa decisão seja bem vista globalmente.
É importante considerar que existe uma restrição lógica que proíbe árbitros de apitar jogos das suas próprias seleções. Contudo, tanto Irã quanto Austrália não têm chances reais de chegar à final da competição. Assim, Alireza Faghani se torna uma opção viável e cheia de simbolismo.
