Na última quinta-feira (24), o atacante Richarlison, que atualmente defende o Tottenham, voltou a se pronunciar sobre a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro. Por meio de um storie em seu Instagram, ele compartilhou uma foto do imóvel com a legenda “A ilha que me tomaram”, reacendendo as controvérsias sobre a propriedade que foi atribuída, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao advogado Willer Tomaz, que é amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Foto: Reprodução/Instagram Richarlison
Além da imagem, Richarlison também se aprofundou no tema em um comentário na mesma plataforma, revelando o prejuízo que diz ter enfrentado: “Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana.”
A declaração do jogador foi em resposta a uma postagem da advogada especializada em direito imobiliário, Ana Paula Zantut, que utilizou o caso para esclarecer juridicamente a diferença entre posse e propriedade de bens imóveis. Este não é um assunto novo para Richarlison; em junho passado, ele já havia publicado um vídeo originalmente veiculado por Flávio Bolsonaro, exibindo imagens aéreas da mansão.
Contexto da disputa judicial
A origem do litígio remonta à aquisição da mansão por uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Embora a transação tenha sido devidamente registrada em cartório, um outro grupo empresarial reivindicou direitos sobre a área alegando ocupação anterior à venda. O caso foi levado à Justiça e passou por todas as instâncias judiciais até que o STJ decidiu encerrar o processo favorecendo o advogado Willer Tomaz, amigo íntimo do senador Flávio Bolsonaro.
Embora Flávio Bolsonaro não tenha sido parte diretamente envolvida no processo, ele foi convocado como testemunha pelos advogados de Richarlison. Sua presença nos autos se deu porque visitou a mansão antes da finalização do negócio e posteriormente retornou ao local na companhia de Willer Tomaz.
Diferenciação entre posse e propriedade
A questão jurídica central gira em torno da distinção entre dois conceitos fundamentais do direito civil: propriedade, que é formalmente registrada em cartório, e posse, que se refere à ocupação e utilização efetiva do bem. A empresa relacionada a Richarlison defendeu a legalidade da compra registrada, enquanto o grupo concorrente argumentou que sua ocupação anterior conferia direitos de posse sobre o imóvel. A justiça analisou essa disputa em todas as suas instâncias e o STJ deu a palavra final em favor de Tomaz.
