A Mineração Paragominas, uma das principais produtoras de bauxita do Brasil, está comemorando 19 anos de operação em março de 2026. Integrante da cadeia global de alumínio da Hydro, a unidade desempenha um papel estratégico no fornecimento de matéria-prima para a indústria.
Desde o início de suas atividades em 2007, a empresa tem mantido altos níveis de produção e tem contribuído diretamente para a economia local. Apenas em 2025, mais de 10,5 milhões de toneladas de bauxita foram comercializadas e destinadas à refinaria Alunorte, localizada em Barcarena (PA).
O transporte da bauxita é realizado por um mineroduto de 244 quilômetros que atravessa sete municípios, sendo considerado um dos sistemas logísticos mais eficientes do setor, com menor impacto ambiental.
A operação também se destaca pela criação de empregos. Atualmente, mais de 3 mil pessoas trabalham na mina, entre funcionários próprios e terceirizados. Além disso, a empresa investe em práticas sustentáveis, com ênfase na recuperação ambiental.
Desde 2009, quando iniciou seu programa de reabilitação, a empresa já recuperou 3.759 hectares de áreas mineradas utilizando técnicas que incluem regeneração natural e o uso de drones para a dispersão de sementes.
Para reforçar seu compromisso ambiental, a empresa está envolvida em iniciativas em parceria com instituições acadêmicas, como o Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade Brasil-Noruega (BRC), que reúne universidades e centros de pesquisa do Brasil e da Noruega.
Com 26 projetos em andamento, o grupo monitora a fauna e flora da região, contribuindo para a descoberta de novas espécies e para a preservação de animais ameaçados de extinção, o que demonstra a eficácia das ações de reflorestamento.
No campo da inovação, a Mineração Paragominas implementou, desde 2019, a tecnologia Tailings Dry Backfill, que permite a secagem e o retorno dos rejeitos de bauxita às áreas já mineradas, reduzindo a necessidade de novas estruturas de armazenamento e minimizando os impactos ambientais.
Além disso, os rejeitos passaram a ser reaproveitados como insumo na produção de concreto, substituindo até 35% do cimento. Essa medida contribui para a redução da pegada de carbono, uma vez que a emissão associada ao uso desse material é praticamente nula. Esse modelo tem potencial para ser replicado em outras operações no Brasil e no exterior.
De acordo com Silvia Farias, gerente sênior de Planejamento e Recursos Minerais da Mineração Paragominas, os resultados obtidos ao longo desses quase vinte anos vão além dos indicadores de produção. “As conquistas representam um legado de desenvolvimento social, econômico e ambiental, sempre com foco em inovação e sustentabilidade,” afirma.
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