As equipes favoritas do torneio, a ‘Roja’ e os ‘Bleus’, representarão um desafio significativo uma para a outra na jornada rumo à final que acontecerá no próximo domingo no MetLife Stadium, nos arredores de Nova York. Lá, a vencedora encontrará Argentina ou Inglaterra, que se enfrentarão em um duelo igualmente crucial na quarta-feira em Atlanta.
A equipe espanhola chega ao confronto com um desempenho coletivo notável. Apenas um gol foi concedido em seis partidas, superando adversários fortes como Portugal e Bélgica sem abrir mão de sua essência.
A França, por sua vez, já balançou as redes 16 vezes nesta edição do torneio e eliminou times promissores como Marrocos e Suécia com grande autoridade, além de ter aplicado uma goleada sobre a Noruega na fase de grupos.
De la Fuente ressalta que este confronto também representa dois “estilos opostos” dentro do campo.
Enquanto a Espanha buscará desgastar os franceses através da posse de bola, os jogadores da França se sentem à vontade aguardando mais recuados para lançar em velocidade seus atacantes Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise.
Mais do que Mbappé e Lamine
<pEmbora seja difícil não focar no confronto entre Mbappé e Lamine Yamal, ambos os treinadores destacam que o duelo não pode ser reduzido apenas a essa batalha entre estrelas.
<p“O Lamine Yamal tem potencial para fazer a diferença, mas a Espanha conta com outros atletas capazes de brilhar também”, afirmou Didier Deschamps, técnico francês, que ainda vê a ‘Roja’ como favorita nessa semifinal.
Lamine Yamal completou 19 anos no dia anterior à partida e chega recuperado de uma lesão muscular que afetou seu início no torneio. Embora tenha marcado apenas um gol até agora, ele já demonstrou sua importância ao decidir contra os franceses na semifinal da Eurocopa de 2024.
<p“Eu já mencionei que não me preocupo com gols, mas é sempre especial marcar em jogos desse porte. Estou pronto para o desafio; foi para isso que vim”, disse o jogador do Barcelona na segunda-feira.
Entre os destaques da seleção espanhola estão Rodri, que está se aproximando novamente do nível elevado que o fez conquistar a Bola de Ouro em 2024, e Dani Olmo, descrito por De la Fuente como “um mestre em explorar espaços entre as linhas”.
Mikel Merino também se destacou ao marcar gols decisivos contra Portugal e Bélgica vindo do banco. Além disso, Fabián Ruiz, Ferran Torres e Pedri têm sido opções valiosas. “Independentemente da escalação que fizermos, teremos sucesso”, antecipou o treinador espanhol.
No lado francês, Adrien Rabiot é uma peça central no meio-campo e pode contar novamente com Aurélien Tchouaméni após sua recuperação. No entanto, Manu Koné cumpriu bem seu papel durante a ausência do titular.
Uma rivalidade com muito em jogo
Este embate será apenas o segundo encontro entre essas seleções em Copas do Mundo. O primeiro ocorreu há duas décadas atrás: na Copa do Mundo Alemanha-2006, quando os franceses venceram por 3 a 1 nas oitavas de final.
No entanto, nos últimos anos a situação mudou significativamente. A Espanha derrotou a França nas semifinais da Eurocopa de 2024 e na Liga das Nações de 2025.
<p“Estamos cientes do enorme potencial deles; somos atualmente a única equipe que venceu duas semifinais contra eles”, lembrou De la Fuente sobre os franceses.
A equipe francesa demonstra uma consistência impressionante ao chegar à sua terceira semifinal consecutiva em Copas do Mundo. Além disso, Deschamps pode se tornar o primeiro treinador na história a alcançar três finais seguidas.
Antes do início da partida em Arlington – o jogo número 101 deste Mundial –, haverá um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do ataque ocorrido em Nice no dia 14 de julho de 2016.
O resultado dessa partida definirá quais duas seleções continuarão na busca pela glória nesta primeira Copa do Mundo com 48 participantes e qual delas terá que se contentar com uma disputa pelo terceiro lugar no sábado em Miami.
