Um novo projeto internacional, com o suporte da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), visa reduzir os custos na produção de hidrogênio verde, utilizando alumínio em equipamentos destinados ao processo de eletrólise. Esta iniciativa conta com a colaboração de instituições do Brasil e da Alemanha e propõe substituir o titânio, que é atualmente empregado nos eletrolisadores, por alumínio, um material mais disponível, leve, reciclável e com custo inferior.
A pesquisa, denominada Novel Bipolar Plate for PEM-Electrolysers Aluminum Based, tem como objetivo desenvolver componentes para eletrolisadores, buscando um aumento na eficiência tanto econômica quanto ambiental. Tais equipamentos são responsáveis por dividir a água em hidrogênio e oxigênio, utilizando energia elétrica de fontes renováveis, como a solar e a eólica.
A crescente importância do hidrogênio verde, considerado fundamental para a transição energética global, surge como uma alternativa viável para a diminuição das emissões de carbono, especialmente em setores difíceis de descarbonizar, como a indústria pesada, a mineração, e o transporte.
No momento, os sistemas de eletrolisadores utilizam titânio, devido à sua notável resistência à corrosão. Contudo, o alto custo desse material representa um dos principais obstáculos para aumentar a produção em larga escala do combustível sustentável. O projeto está investigando se o alumínio pode desempenhar uma função técnica equivalente, oferecendo vantagens competitivas significativas.
Caso os experimentos sejam bem-sucedidos, essa troca poderá resultar em uma redução significativa nos custos dos equipamentos, além de diminuir o peso dos sistemas e aumentar a reciclabilidade. A expectativa é que essa inovação ajude a acelerar o crescimento do mercado de hidrogênio verde globalmente.
A articulação deste projeto teve início em 2023 com o apoio da ABAL. O instituto alemão Fraunhofer, reconhecido mundialmente por suas contribuições em pesquisa aplicada, lidera essa investigação. Além disso, a iniciativa recebeu o aval da rede internacional CORNET, que conecta empresas, associações e centros de pesquisa focados no desenvolvimento de soluções inovadoras para a indústria.
A gerente da área técnica da ABAL, Dênise Veiga, destaca que este projeto representa uma oportunidade estratégica para integrar o alumínio brasileiro na cadeia global dohidrogênio verde.
“Estamos diante de uma oportunidade única para posicionar oalumínio brasileiro strong >como um insumo estratégico na economia dohidrogênio verde. strong > Este projeto incorpora as práticas mais avançadas em pesquisa industrial tanto no Brasil quanto na Alemanha, com um potencial real para tornar oseletrolisadores strong >mais acessíveis e sustentáveis”, declara.
No Brasil, fazem parte dessa iniciativa o Instituto Senai de Inovação (ISI strong >), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT strong >) — unidadeEMBRAPII strong >— , Companhia Brasileira de Alumínio (CBA strong >), além de outros parceiros industriais e institucionais envolvidos na pesquisa.
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A publicação sobre o Projeto internacional que pode baratear o hidrogênio verde com uso de alumínio foi apresentada pela primeira vez na Revista Mineração.
