A China tem se afirmado a cada ano como uma potência emergente nas áreas de ciência e tecnologia. Inovações como trens de alta velocidade, redes 6G e avanços em robótica sugerem que o país está à frente do seu tempo.
Esse progresso é resultado de investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento. Dados recentes evidenciam a posição da China como líder global em produção científica e tecnológica, com objetivos claros no 15º Plano Quinquenal voltados para acelerar o investimento em pesquisa visando um desenvolvimento de alta qualidade.
Publicações e rankings acadêmicos
O investimento em pesquisa universitária é crucial para a exploração de novas fronteiras tecnológicas. Nos últimos anos, a capacidade da China em produzir e publicar trabalhos científicos aumentou consideravelmente.
Um exemplo notável é a Universidade de Zhejiang, que se destacou no ranking mundial Leiden 2025 ao publicar mais de 40 mil artigos científicos.
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Além disso, no Nature Index, a produção científica da China ultrapassou a dos Estados Unidos em 2025, com a Academia Chinesa de Ciências apresentando um volume de publicações superior ao da Universidade Harvard.
No total, sete das dez principais posições do ranking de qualidade de pesquisa do Nature Index 2025-2026 são ocupadas por instituições chinesas.
Patentes e inovação tecnológica
Após as pesquisas acadêmicas, é essencial patentear as inovações tecnológicas; nesse aspecto, a China se destaca globalmente.
Em 2024, o país registrou cerca de 1,8 milhão de pedidos de patentes, mantendo sua liderança mundial por dois anos seguidos, conforme o relatório World Intellectual Property Indicators 2025 da OMPI.
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No âmbito internacional, através do sistema PCT (Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes), a China apresentou 70.160 solicitações em 2024 — o maior número do mundo — superando os Estados Unidos que tiveram 54.087. Ao final de 2025, o estoque nacional de patentes válidas atingiu 6,32 milhões, representando um aumento de 11,1% em comparação ao ano anterior.
O cluster Shenzhen-Hong Kong-Guangzhou foi reconhecido como o principal polo global de inovação pela OMPI, contribuindo com 2,4% das publicações científicas globais e respondendo por 9% dos pedidos de patentes no sistema PCT.
Investimento em P&D atinge patamar histórico
Esse avanço é reflexo dos robustos investimentos do governo chinês em pesquisa, ciência e tecnologia — pilares fundamentais na visão do presidente Xi Jinping para um desenvolvimento sustentável e elevado.
Em 2025, os gastos totais com pesquisa e desenvolvimento alcançaram impressionantes 3,93 trilhões de yuans (aproximadamente 551 bilhões de dólares), marcando um crescimento de 8,1% em relação ao ano anterior e representando cerca de 2,8% do PIB nacional.
Os investimentos destinados à pesquisa básica superaram os 280 bilhões de yuans pela primeira vez na história, correspondendo a mais de 7% do total investido em P&D.
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O governo chinês prevê um crescimento médio anual mínimo de 7% nos gastos com pesquisa durante o período entre 2026 e 2030 como parte das diretrizes estabelecidas no novo Plano Quinquenal.
Decisão política planejada
Durante discurso no China Development Forum realizado em Pequim no dia 22 de março de 2026, o primeiro-ministro Li Qiang ressaltou que as vantagens competitivas da indústria chinesa derivam das “reformas contínuas e do desenvolvimento orientado pela inovação”.
Li refutou a ideia de que subsídios sejam o principal fator por trás do desempenho industrial do país e reafirmou o compromisso da China com uma abertura econômica “de alto padrão”, além da busca por acordos comerciais internacionais considerados justos pelo governo.
De acordo com o premiê, o novo Plano Quinquenal serve como um “roteiro estratégico” para estimular o crescimento econômico, estabelecendo metas claras para expandir a economia digital e criar centros dedicados à inovação científica e tecnológica.
Para saber mais sobre a história e a atualidade do país, leia a coluna China em Foco aqui na Revista Fórum.
