De LISBOA | O clima de hostilidade contra o jogador brasileiro Vinícius Júnior ganhou um novo e deplorável capítulo nesta tarde de quarta-feira (25), em Madri. Um torcedor do Benfica, que viajou à capital espanhola para acompanhar o clássico ibérico, foi flagrado cometendo um ato de racismo explícito dentro do Museu do Real Madrid. O indivíduo utilizou um cacho de bananas para cobrir o rosto do atacante brasileiro em um dos mosaicos do clube merengue.
O crime foi registrado em fotos e vídeos por brasileiros que visitavam o local no momento da ação e ficaram indignados com a cena. As imagens e a informação inicial foram publicadas pelo Portal Leo Dias. O episódio ocorre em um momento de extrema tensão entre os clubes e as torcidas.
O antecedente nojento no Estádio da Luz
A provocação racista de hoje não é um fato isolado, mas o desdobramento de uma semana de vergonha para o futebol europeu. No jogo de ida, realizado há sete dias no Estádio da Luz, em Lisboa, o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, insultou Vini Jr chamando-o de “macaco”.
Na ocasião, o atleta utilizou a própria camiseta para cobrir a boca, na tentativa de esconder a ofensa das câmeras de transmissão, mas o gesto foi captado e repudiado globalmente. O que se viu nos dias seguintes, no entanto, foi um espetáculo de cinismo com a diretoria do Benfica emitindo notas protocolares e protegendo o atleta racista, setores da imprensa portuguesa tentando minimizar o caso e tratando o crime como “provocação de jogo” e a torcida do clube encarnado em grande maioria fazendo uma defesa corporativista inacreditável do agressor, ignorando a gravidade do ato racista cometido por ele.
Tensão nas ruas e repressão policial
O clima de “defesa do agressor” parece ter inflado a presença de benfiquistas em Madri nesta tarde. Com um contingente acima do normal para uma partida de oitavas de final, a torcida organizada do clube de Lisboa entrou em confronto direto com o Corpo de Polícia Nacional da Espanha nos arredores do Estádio Santiago Bernabéu.
Registros da imprensa espanhola mostram momentos de caos nos arredores do estádio. A polícia espanhola reagiu com violência, fazendo uso de cassetetes e força física para dispersar os torcedores portugueses. O que deveria ser um espetáculo esportivo transformou-se em um cenário de guerra, alimentado pela intolerância que a conivência do clube português ajudou a chocar na última semana.
Veja a ação enérgica das forças de segurança da Espanha:
https://x.com/RealBrasil_BR/status/2026738253190103374
Até o fechamento desta matéria, o Real Madrid e as autoridades espanholas não haviam se pronunciado sobre a identificação do torcedor que atacou a imagem de Vini Jr. no museu.
