Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Anomalia no Rio de Janeiro, com o objetivo de investigar policiais civis suspeitos de extorquir lideranças do Comando Vermelho. Cerca de 40 policiais federais estão cumprindo mandados de prisão preventiva e busca e apreensão na capital fluminense, em mais um desdobramento da investigação.
As ordens, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, incluem o afastamento imediato dos investigados de suas funções públicas, a suspensão de suas atividades empresariais e o bloqueio de contas bancárias e criptoativos. O grupo é acusado de utilizar a máquina pública para pressionar traficantes, exigindo propina em troca de omissão em suas funções oficiais. Além disso, há indícios de intermediários recebendo vantagens indevidas e movimentações financeiras incompatíveis com os salários dos envolvidos.
Essa operação ocorre logo após a prisão do delegado federal Fabrizio Romano e do ex-secretário estadual Alessandro Carracena. A investigação aponta para uma associação criminosa envolvida na negociação de vantagens e venda de influência ligadas ao tráfico internacional de drogas.
A Operação Anomalia, que visa desarticular um núcleo criminoso formado por agentes públicos e interesses do tráfico, já havia alcançado figuras com influência política. A nova fase aprofunda ainda mais essa investigação, revelando a possível utilização de setores do aparelho estatal para proteger ou negociar com membros da facção criminosa.
Os policiais investigados poderão responder por organização criminosa, extorsão, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, de acordo com o grau de participação de cada um.
